Deputado diz que obra da Transnordestina prejudicará mais de 300 famílias em Codó

Deputado diz que obra da Transnordestina prejudicará mais de 300 famílias em Codó

O deputado estadual César Pires (PV) pretende levar ao Ministério Público, na próxima semana, denuncia de que a obra da Ferrovia Transnordestina em Codó, no Maranhão, impedirá o acesso de mais de 300 famílias à ponte sobre o rio Codozinho, na área do bairro São Francisco, zona rural do município.

“É inaceitável que uma empresa impeça a trafegabilidade naquela área, já que as famílias ali residentes historicamente utilizam a ponte do Codozinho para ter acesso à sede de Codó. Em outros municípios, a companhia Vale instala sua linha ferroviária de forma a não prejudicar a passagem das pessoas. Em Codó o direito dos cidadãos também tem que ser respeitado”, enfatizou.

Segundo o parlamentar, relatos dos moradores dão conta de que a instalação da linha ferroviária no local vai aumentar em cerca de 25 quilômetros a distância que eles precisarão percorrer para chegar à sede de Codó. Devido a protestos da comunidade, diz César Pires, a obra da Transnordestina está sendo executada com o apoio da Polícia Militar.

“Não aceitaremos calados tamanho desrespeito aos moradores da rua Nova, Lagoa do Benerval, Salobo, São Luís, Santo Amaro, Boa Esperança e Santo Antônio, que hoje utilizam a ponte do Codozinho. Na próxima semana, acionaremos o Ministério Público em defesa da trafegabilidade histórica que sempre existiu naquela região”, garantiu.

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Em depoimento à CPI dos Combustíveis, empresária afirma que foi ‘laranja’ de postos usados para lavagem de dinheiro

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Em depoimento, testemunha afirma que Pacovan participava de reuniões no Sindcombustiveis

A empresária Rafaely de Jesus Souza Carvalho afirmou em depoimento à CPI dos Combustíveis, nesta quarta-feira (30), na Assembleia Legislativa, que a pedido do empresário Josival Cavalcante da Silva, também conhecido como “Pacovan”, registrou em seu nome algumas empresas – da rede de posto Joyce – que na verdade pertenciam a Pacovan.

“Eu comecei em 2016, trabalhando com postos e no final de 2019, eu passei tudo para o senhor Pacovan. Ele sempre que administrou essas empresas e acho que a pessoa mais adequada para estar aqui hoje para esclarecer tudo era ele”, declarou, conforme vídeo em anexo.

Durante a oitiva, Rafaely também revelou que Pacovan costumava participar de reuniões no Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Maranhão (Sindcombustiveis-MA), mas nunca era informada do que era tratado nesses encontros. “Eu não era informada sobre muitas coisas”, revelou.

A revelação da reunião no Sindcombustiveis-MA, por si só não comprova o crime, mas foi com base em depoimentos semelhantes que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) apontou a entidade como responsável de liderar um suposto esquema de cartelque atuou em São Luís, de fevereiro a maio de 2011.

Teia da corrupção

Com base no depoimento da empresária, a CPI dos Combustíveis aprovou, por unanimidade, a convocação do empresário Josival Cavalcante da Silva, o Pavocan. A oitiva está marcada para a próxima terça-feira (6). Ele será ouvido na condição de testemunha.

Levantamento do blog junto ao JurisConsult – sistema de consulta processual que permite o acompanhamento on-line do andamento de processos no judiciário maranhense, aponta que Rafaely e o próprio Pacovan estão entre as 22 pessoas condenadas em janeiro deste ano por crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa no Maranhão.

Rafaely de Jesus Souza Carvalho foi uma das 18 pessoas presas em 2017 por integrar quadrilha que agia contra a ordem econômica e tributária

Segundo os autos, investigações que tiveram início em 2015, demonstraram a existência de movimentações atípicas praticadas pela organização criminosa desde o ano de 2012. Interceptações telefônicas realizadas até 2017 apontaram a existência das condutas praticadas pelos membros do grupo, por meio de postos de combustíveis na capital e no interior do estado.

Pacovan é apontado como proprietário do posto Joyce VII, que tem Rafaely de Jesus Souza Carvalho como dona no papel.

Em depoimento hoje, a empresária confirmou que não tem qualquer controle sobre o empreendimento ao ser questionada sobre processos de compra e venda de combustíveis pelo posto em seu nome.

Segundo documentos de posse da CPI, apesar de haver comprado pouco combustível, o posto efetuou venda de grandes quantidades em janeiro, período pesquisado. Ou seja, um indicio de irregularidade que pode revelar uma teia de corrupção que pode trazer à tona muitos outros fatos.

Veja o depoimento da empresária:

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