Empreendedores que participaram do Conexão Rota das Emoções levam negócios para a Feira do Empreendedor

Empreendedores que participaram do Conexão Rota das Emoções levam negócios para a Feira do Empreendedor


Uma peça de artesanato feita com fibra de buriti e uma agência que transforma viagens em
experiências têm algo em comum: por trás dos produtos e serviços, existem empreendedores buscando novas formas de fazer seus negócios chegarem mais longe. É esse movimento que estará presente na Feira do Empreendedor, que acontece nos dias 14, 15 e 16 de agosto, no Multicenter Sebrae, em São Luís.

Antes de chegar à capital maranhense, esses empreendedores passaram por Camocim, no Ceará, onde participaram, nos dias 5 e 6 de agosto, do Conexão Rota das Emoções. O encontro reuniu empresários e representantes do turismo dos três estados que integram a rota — Maranhão, Piauí e Ceará — em uma programação voltada à troca de experiências, networking e geração de negócios.

Entre os participantes estava Antônia Vieira, artesã e integrante do Ponto de Cultura Nós do Fio, de Barreirinhas. Sua história com o artesanato começou depois que se mudou para o município, há seis anos, e passou a observar as artesãs da comunidade trabalhando com crochê feito a partir da fibra do buriti.

“Quando eu cheguei em Barreirinhas, eu saía para olhar meu filho jogar futebol e, na verdade, eu olhava mais as artesãs na ponta das casas fazendo crochê. Aí eu achei uma coisa muito linda. Eu já sabia fazer crochê quando criança e nunca mais tinha pegado. Passei um ano aprendendo a usar essa técnica, porque a fibra do buriti é muito diferente. Você trabalhar com o buriti e trabalhar com essas linhas que compra na loja é outra coisa. Eu passei um ano tentando, tentando, tentando.”

A técnica que Antônia reaprendeu acabou se transformando em um projeto de formação para crianças da comunidade. Depois de conseguir recursos por meio de editais culturais, ela passou a ensinar crochê e mobilizar outras artesãs para compartilhar o conhecimento que, tradicionalmente, era transmitido entre gerações.

O trabalho cresceu, ganhou reconhecimento e deu origem à Associação Cultural dos Moradores de Boa Vista. Atualmente, o Ponto de Cultura Nós do Fio também busca transformar a produção artesanal em oportunidade de geração de renda para a comunidade.

Do fazer artesanal ao mercado

Foi nesse caminho que Antônia encontrou o Sebrae. A partir das capacitações e orientações, passou a incorporar novas práticas ao trabalho do grupo, desde a identidade visual até a apresentação dos produtos.

“Eu comecei a participar dos eventos do Sebrae e, desde então, eu não largo o Sebrae por nada mesmo. Tem mudado muito o nosso jeito de trabalhar. Os produtos têm etiquetas, eu mandei fazer a logomarca do ponto de cultura, a gente já não usa mais sacola de plástico. A gente está pegando essas ideias, essas dicas, com quem sabe.”

Agora, os produtos produzidos pelo grupo chegam a um novo espaço de comercialização: a Loja Brasil Biomarket, dentro da Feira do Empreendedor. A proposta é reunir produtos que valorizam a biodiversidade, a cultura e a produção sustentável brasileira, aproximando pequenos negócios de novos públicos e mercados.

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