Caso Le Petit: criança não pode falar e família espera que as instituições deem uma resposta

Caso Le Petit: criança não pode falar e família espera que as instituições deem uma resposta

Uma criança autista e não verbal sofreu grave fratura no braço após episódio ocorrido durante atendimento na Clínica Le Petit, em São Luís. Precisou ser internada, passou por cirurgia ortopédica, teve o braço imobilizado e necessitou da utilização de fios metálicos. Os pais já foram ouvidos e documentos médicos foram apresentados às autoridades. Agora, a família aguarda uma manifestação do Ministério Público.

O caso está sob análise da promotora de Justiça Carla Mendes Pereira Alencar, da 48ª Promotoria de Justiça Especializada do Termo Judiciário de São Luís. E a pergunta que a família faz é objetiva: qual será o próximo passo? A Constituição estabelece prioridade absoluta à criança. Em um caso envolvendo uma vítima que sequer consegue verbalizar o que aconteceu, essa prioridade precisa aparecer também na resposta das instituições.

Não se pede julgamento antecipado da clínica ou de qualquer profissional. Se faltam elementos, que novas diligências sejam determinadas. Se existem elementos suficientes, que as providências cabíveis sejam adotadas. E, se o entendimento for pela inexistência de fundamento para prosseguimento, que isso seja formalmente explicado. O que a família não quer é permanecer em um vazio de respostas.

A criança não consegue contar o que aconteceu. A lesão, porém, está documentada. Cabe às provas reconstruírem os fatos e às autoridades definirem as consequências jurídicas.

A família já fez a sua parte e procurou o Estado.

Agora espera que o Estado faça a dele.

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