Sampaio é condenado em cinco ações trabalhistas à revelia

Assim que o Sampaio Corrêa começou enfrentar uma sequência de rebaixamentos da Série B para a Série C e, finalmente, para a Série D do Campeonato Brasileiro, o torcedor boliviano começou a conviver com uma realidade do passado no clube: a frequência de processos trabalhistas contra o tricolor. Sem cumprir as obrigações previstas nos contratos, a equipe viu o número de ações aumentar.
Documentos obtidos pelo blog Dalvana Mendes apontam que o Sampaio deixou de comparecer a audiências e, em alguns processos trabalhistas, também não apresentou defesa. Em um dos casos, o tricolor solicitou a habilitação do advogado Thayrid Gadelha, responsável pelo departamento jurídico, e pediu que as intimações fossem feitas exclusivamente em seu nome.
Mesmo assim, na audiência de 23 de junho, nem o clube nem seu representante jurídico compareceram. Após três chamadas, a Justiça decretou a revelia. E não teria sido um caso isolado. Outros processos também registram ausência da equipe, com decisões envolvendo revelia e confissão ficta.
Na prática, a situação pode aumentar os riscos de condenações e gerar novos prejuízos financeiros para um clube que já enfrenta uma grave crise administrativa. A pressão aumenta ainda mais após uma Assembleia Geral Extraordinária, registrada em cartório, afastar Sérgio Frota e toda a diretoria, além de anular a eleição para o mandato 2026-2029.
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