Política

Lava Jato: aliados de Flávio Dino (PCdoB) tentam barrar sessão plenária na AL

Lava Jato: aliados de Flávio Dino (PCdoB) tentam barrar sessão plenária na AL

Na Assembleia Legislativa Deputados da base aliada ao governador Flávio Dino (PCdoB) mobilizam-se desde ontem (11), para evitar que haja sessão plenária na Casa nesta quarta-feira (12).

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Oficialmente, o feriado no Legislativo estadual só começa amanhã (13), mas os governistas querem tentar blindar o comunista, que apareceu na nova lista da Lava Jato, divulgada na terça-feira.

A estratégia da base dinista é nem aparecer na Assembleia. Querem, com isso, que não haja quórum para a abertura dos trabalhos e não seja dado palanque para a oposição comentar a delação envolvendo o governador.

De outro lado, se pelo menos seis oposicionistas aparecerem para trabalhar, a sessão será obrigatoriamente aberta e eles terão pelo menos uma hora para discursar sobre o assunto.

Sarney será investigado por suposta propina

Sarney será investigado por suposta propina

 

saney  Edson Fachin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) determinou abertura de inquérito para investigar o ex-deputado Valdemar da Costa Neto (PR), o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB), e o deputado federal Milton Monti (PR-SP).

Os procuradores investigam supostos pagamento de propina por benefícios à Odebrecht na execução das obras da Ferrovia Norte-Sul, em 2008 e 2009.

O pedido de abertura de inquérito teve como base a colaboração de dois diretores Odebrecht: Pedro Augusto Carneiro Leão Neto e João Antônio Pacífico Ferreira.

Segundo o pedido, os políticos garantiram “ajuste de mercado com o objetivo de assegurar ao grupo Odebrecht a execução da obra da Ferrovia Norte-Sul”.

Em troca, agentes públicos teriam recebido 4% do valor do contrato firmado. Desse total, segundo o MPF, 3% foram destinados ao grupo político de Valdemar da Costa Neto dentro da Valec, a estatal responsável pelas ferrovias no Brasil.

A abertura dos inquéritos não implica culpa dos investigados. A partir da decisão, os investigadores e os advogados apresentam provas para determinar se há indício de autoria do crime ou não.

Depois disso, o Ministério Público decide se apresenta uma denúncia ou pede o arquivamento do inquérito. Se a denúncia for apresentada e aceita pelo Supremo, o investigado se torna réu e passa a ser julgado pelo tribunal.

Três vereadores na briga pela vaga de Pedro Lucas na Mesa Diretora

Três vereadores na briga pela vaga de Pedro Lucas na Mesa Diretora

A partir do dia 02 de março, o vereador Pedro Lucas (PTB) deixará temporariamente a Câmara de Vereadores de São Luís para assumir a presidência da Agência Metropolitana do Governo Flávio Dino.

Pedro Lucas terá a difícil missão de transformar o sonho antigo da Metropolização em realidade. Indiscutivelmente o maior desafio na vida pública do vereador que está no seu segundo mandato.

Com a saída temporária de Pedro Lucas, o primeiro suplente da coligação (PTB e PEN), Joãozinho Freitas (PTB) é quem assumirá a vaga. Entretanto, Pedro Lucas ocupa o cargo de 2º Secretário na Mesa Diretora da Câmara de Vereadores e a vaga ficará em aberto a partir do dia 02 de março.

Três vereadores já estão sinalizando que possuem interesse na vaga que ficará aberta com a saída de Pedro Lucas. Os vereadores Josué Pinheiro (PSDB), Nato Júnior (PP) e Umbelino Júnior (PPS) já estão em “campanha” e na disputa pela vaga. Vale lembrar que Umbelino já integra a Mesa Diretora ocupando o cargo de 3º Secretário, ou seja, se conseguir se eleger para a vaga de Pedro Lucas abrirá uma outra disputa na Mesa Diretora.

Até o momento são três vereadores que estão na disputa, mas pode ainda surgir mais um e/ou dois pretendentes. Alguns vereadores estão defendendo que com a saída de Pedro Lucas quem deveria ocupar a vaga na Mesa Diretora seria alguém da própria coligação (PTN e PEN).

Além de Pedro Lucas, os eleitos por essa coligação foram Marcial Lima e Concita Pinto, ambos do PEN. A coligação que elegeu três vereadores poderia ficar sem representatividade na Mesa Diretora e se a escolha for por Marcial Lima e/ou Concita Pinto, teríamos, enfim, um vereador novato na Mesa Diretora.

José Serra pede exoneração do governo Michel Temer

José Serra pede exoneração do governo Michel Temer

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O ministro das Relações Exteriores, José Serra, pediu demissão ao presidente Michel Temer nesta quarta-feira. Em uma carta entregue a Temer, o tucano alega problemas de saúde que o “impedem de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de Chanceler” e dificultam seu trabalho no dia a dia.

Em dezembro de 2016, o ministro passou por uma cirurgia na coluna no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele apresentava um quadro de compressão da raiz nervosa e tinha problemas de estabilidade nas vértebras.

A aliados próximos, que souberam da decisão dele na madrugada desta quarta-feira, Serra se queixava frequentemente de dores.

Ele afirma na carta entregue a Michel Temer que o tempo de recuperação prescrito pelos médicos é de quatro meses e que pretende retomar seu mandato no Senado, para o qual foi eleito em 2014. (Veja)

Veja abaixo a carta de demissão de Serra:

Carta de renúncia de José Serra
Professores dizem que reajuste proposto por Flávio Dino é ilegal

Professores dizem que reajuste proposto por Flávio Dino é ilegal

Professores da rede estadual de ensino criticaram, ontem (22), durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, a Medida Provisória nº 230/2017, que altera o Estatuto do Magistério e prevê, em 2017, um reajuste de 8% sobre os vencimentos e a Gratificação por Atividade no Magistério (GAM), para quem ganha abaixo do piso, e somente sobre a GAM para as demais classes.

A categoria, no entanto, alega que o professores que ganham abaixo do piso são a minoria e exige reajuste dos vencimentos, como definido na chamada Lei do Estatuo, para toda a classe.

Os professores dizem que Flávio Dino usou de força bruta ao encaminhar ao Legislativo a proposta de reajuste em forma de MP – que tem força de lei, sem a necessidade de aprovação imediata dos deputados, o que pode ocorrer em até 60 dias.

“Um governo que nasceu sob o diálogo, agora usa de força bruto, de um ardil ditatorial para conceder aos professores um reajuste que não foi debatido com a classe”, reclamou Euges Lima, secretário de Cultura do sindicato.

Já o diretor jurídico do Sinproesemma, professor Francarlos Ribeiro, contesta a legalidade da medida.

Segundo ele, a MP institui uma nova dinâmica de reajuste, aumentando apenas a GAM, quando o Estatuto do Magistério, em seu artigo 32, estabelece que, na data base, o Poder Executivo deve proceder “aos ajustes dos valores do vencimento do Subgrupo Magistério da Educação Básica (sic)”.

“Ao editar a MP 230/2017 o governo não fez qualquer modificação ao artigo 32 do Estatuto. Então, esse trecho do Estatuto segue valendo, no nosso entendimento”, declarou.

Para eles, a nova fórmula implantada pelo governo comunista irá, na verdade, congelar salários dos professores.

O novo desafio de Pedro Lucas

O novo desafio de Pedro Lucas

Apesar de estar no seu segundo mandato como vereador de São Luís e vir de uma família de políticos, Pedro Lucas (PTB) terá o seu maior desafio na vida pública a partir de março, no Governo Flávio Dino (PCdoB).

Na manhã desta quarta-feira (22), o governador oficializou a ida de Pedro Lucas para o seu governo. Pedro Lucas irá ocupar a presidência da Agência Metropolitana e tendo a responsabilidade de coordenar a tão esperada e propagada Metropolização de São Luís com mais 12 municípios.

O vereador Pedro Lucas também fez questão e agradecer o convite e destacar a importância do desafio que terá pela frente na sua nova função a partir do mês de março.

“Agradeço a confiança do governador. Sei que fui reeleito vereador e, como integrante da equipe do Governo do Estado, reafirmo que à frente da Agência Metropolitana continuarei sendo representante do povo ludovicense e, agora, dos outros 12 municípios que integram a Região Metropolitana da Grande São Luís”, destacou Pedro Lucas.

Indiscutivelmente é um senhor desafio, afinal tantos outros vereadores, deputados, prefeitos e governadores já tentaram e falharam, mas se de fato Pedro Lucas conseguir avançar significativamente na Metropolização, o feito será um marco na sua vida pública.

A posse de Pedro Lucas acontecerá na próxima quinta-feira, dia 2 de março, às 15h, no Palácio Henrique de La Rocque. Com a saída de Pedro Lucas da Câmara de Vereadores, quem assume sua vaga no Legislativo de São Luís será Joãozinho Freitas (PTB).

Além de Pedro Lucas, o governador Flávio Dino confirmou que o Pastor Porto também integrará sua equipe, ocupando o cargo de Secretário de Relações Institucionais.

Sergio Frota agradece Governo pelo apoio ao futebol do MA

Sergio Frota agradece Governo pelo apoio ao futebol do MA

Sergio Frota agradece ao Governo do Estado apoio dado ao futebol maranhense

O deputado Sérgio Frota (PSDB) ocupou a tribuna, na manhã desta terça-feira (21), para agradecer ao Governo do Estado, na pessoa do governador Flávio Dino, o apoio dado mais uma vez ao futebol maranhense.

Falando em nome dos presidentes dos clubes que fazem hoje a primeira divisão do campeonato maranhense – Sampaio, Moto, Maranhão, São José de Ribamar, Americano, Cordino, Imperatriz e Santa Quitéria -, o deputado Sérgio Frota frisou que este apoio do governo reveste-se de uma importância maior, tendo em vista a situação econômica enfrentada atualmente pelo país.

Segundo o deputado, o governo do Maranhão, durante solenidade realizada na segunda-feira, no Palácio dos Leões, destinou R$ 1,8 milhão para o futebol maranhense, sendo R$ 900 mil para os clubes de futebol.

Eu não tenho dúvida de que o governo é questionado demais quando nós temos carência de investimento na segurança, na educação e na saúde, investimento no esporte, mais especificamente no futebol. Eu queria lembrar que o futebol é o esporte mais popular do Brasil e um setor gerador de emprego e renda, desde jogadores, médicos, massagistas, treinadores até o mais simples vendedor de picolé e amendoim que vai aos estádios de futebol”, argumentou o deputado.

NOTA À IMPRENSA

O governo do estado destinou R$ 1,8 milhão para o futebol maranhense, sendo metade disso, R$ 900 mil, para os clubes de futebol.

O futebol é feito por clubes, mas não apenas por clubes. Quem organiza e arca com custos logísticos do campeonato é a FMF. Ora, investir em organização não significa investir nos clubes e no futebol? O mesmo pode-se dizer das ações publicitárias, que também estão previstas no programa.

Ao garantir exposição midiática aos clubes, o Governo do Estado valoriza o campeonato e os clubes diretamente. A vitrine facilita, entre outras coisas, a aquisição de patrocínios pelos clubes. E o que não é isso senão investimento nos clubes?

Para finalizar, assim como em discurso, gostaria de exaltar mais uma vez o empenho do Governo do Estado em zelar pelo esporte maranhense e repetir em 2017 a iniciativa de 2016. E vale ressaltar: garantindo os mesmos valores apesar da crise que afetou todo o país.

Saiba quem é Alexandre de Moraes, novo ministro do STF

Saiba quem é Alexandre de Moraes, novo ministro do STF

Decisão mantém quebra de sigilo e bloqueio de bens do ex-secretário da Fazenda estadual, Claúdio Trinchão

Decisão mantém quebra de sigilo e bloqueio de bens do ex-secretário da Fazenda estadual, Claúdio Trinchão

Os desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) mantiveram a quebra do sigilo bancário e fiscal e a indisponibilidade de bens do ex-secretário estadual da Fazenda, Cláudio José Trinchão Santos, determinando o desbloqueio apenas de suas verbas salariais, desde que devidamente comprovada a origem dos valores. O processo foi julgado no colegiado sob a relatoria do desembargador Marcelo Carvalho.

Reuniões Conjuntas

Cláudio Trinchão teve as medidas restritivas impostas por decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, que recebeu ação civil de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA).

O órgão ministerial promoveu a ação para apurar atos que teriam gerado prejuízo ao erário em valor superior a R$ 410 milhões, por concessão de isenções fiscais em favor de empresas privadas, por meio de atos administrativos injustificados ou supostamente ilegais ocorridos na Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz).

A decisão considerou a gravidade das acusações do MPMA e os indícios de improbidade administrativa, entendendo que os fatos deveriam ser devidamente apurados visando a eventual ressarcimento ao erário e outras possíveis sanções.

A defesa do réu ajuizou agravo de instrumento contra a decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública, que foi negada monocraticamente pelo desembargador Marcelo Carvalho (relator). Em novo recurso, a defesa pediu a suspensão da decisão, alegando a impossibilidade do julgamento monocrático, carência de fundamentação, já que a decisão não teria enfrentado os pontos essenciais, entre outros argumentos contrários.

Os desembargadores da 2ª Câmara Cível mantiveram o julgamento monocrático, apenas reformando a decisão para suspender o bloqueio em relação aos subsídios do acusado, por se tratar de verbas alimentares impenhoráveis.

Os membros do colegiado observaram a possibilidade de julgamento monocrático com fundamento em jurisprudência dominante – como no caso da possibilidade de bloqueio de bens e quebra de sigilo em ações de improbidade administrativa –, considerando a nova sistemática processual civil que valoriza os precedentes em respeito à resolução de demandas em menor tempo possível, à segurança jurídica e ao princípio da isonomia. “O legislador quis manter força da jurisprudência, hierarquia, observância e segurança jurídica”, destacou o desembargador Marcelo Carvalho.

Eles também rejeitaram os argumentos de ausência de fundamentação da decisão de 1º Grau, entendendo que as questões de fato e de direito foram adequadamente analisadas e motivadas. “Os pedidos autorais referentes às medidas emergenciais, quanto à indisponibilidade de bens e quebra de sigilo bancário e fiscal dos requeridos, merecem guarida, diante da constatação – já nesta fase preambular – de que os benefícios fiscais concedidos às empresas pelos requeridos feriram a legalidade”, justificou a decisão de 1º Grau.

O voto do relator foi seguido pelos desembargadores Antonio Guerreiro Junior e Ângela Salazar (substituta).