Citado em delação da Odebrecht, José Reinaldo Tavares tem pedido de investigação aceito pelo relator Edson Fachim

O deputado federal José Reinaldo Tavares – PSB é um dos nomes da lista do procurador Geral da República Rodrigo janot que teve autorização do relator da Operação Lava Jato, Edson Fachion, para abertura de inquérito.
José Reinaldo diz que não é investigado por recebimento de propina da Odebrecht, como a maioria dos nomes da lista. Segundo a investigação, o ex-governador é suspeito de ter sido conivente com ações delituosas de Ulisses César Martins de Sousa, ex-procurador-geral no governo de Reinaldo.
Segundo denúncia do Ministério Público, Ulisses Sousa teria solicitado vantagem da Odebrecht, para facilitar pagamento de valores devidos pelo Estado à empresa. O MP diz que até remessas para o exterior foram efetuadas.
Em nota divulgada, o ex-governador afirma que o nome dele não é citado por nenhum delator da Odebrechet, em depoimento à Operação Lava Jato.
A nota diz que:
O Deputado Federal JOSÉ REINALDO (PSB-MA) não foi referido por nenhum dos muitos delatores – “colaboradores”, como dito no despacho do Ministro EDSON FACHIN – da Odebrecht, que apenas se referiram à suposta conduta de um auxiliar seu, quando exerceu o cargo de Governador do Maranhão, mandato encerrado em 31.12.2006. Mesmo sem essa menção, o Ministério Público Federal, segundo a decisão do eminente Ministro EDSON FACHIN, resolveu requisitar a apuração, por ser “possível a conivência do então mandatário do Executivo, circunstância que demanda apuração aprofundada”. Como registrou também o Ministro FACHIN, “apresentado o pedido de instauração de inquérito pelo Procurador Geral da República, incumbe ao Relator deferi-lo (…) não lhe competindo qualquer aprofundamento sobre o mérito das suspeitas indicadas”.
Embora surpreso com a inclusão de seu nome entre os investigados, o Deputado JOSÉ REINALDO mantém-se absolutamente tranquilo, confiante na Justiça brasileira, e manifesta sua absoluta convicção que a apuração demonstrará sua inocência.

Edson Fachin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) determinou abertura de inquérito para investigar o ex-deputado Valdemar da Costa Neto (PR), o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB), e o deputado federal Milton Monti (PR-SP).





O jurista Alexandre de Moraes, de 49 anos, é o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O nome do ministro da Justiça licenciado foi aprovado hoje (22), pelo plenário do Senado para a vaga deixada por Teori Zavascki, que morreu em janeiro em um acidente aéreo em Paraty (RJ). Pela legislação atual, um ministro do Supremo pode ocupar uma cadeira no tribunal até completar 75 anos, quando tem de de se aposentar.
