TJ não atende parecer da PGJ e mantém prisões em Turilândia

TJ não atende parecer da PGJ e mantém prisões em Turilândia

A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), optou por manter as prisões preventivas e as principais medidas cautelares aplicadas a agentes públicos e empresários envolvidos em corrupção no município de Turilândia.

Além das prisões preventivas, o prefeito Paulo Curió (União Brasil), a vice-prefeita Tanya Mendes (PRD), a pregoeira Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira e a responsável pelo setor de compras do município de Turilândia, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, foram suspensos de seus cargos por um período extra de 90 dias.

Em sua decisão, a relatora do caso rejeitou pedidos de revogação das prisões e agravos regimentais apresentados pelas defesas.

De acordo com a magistrada, há indícios robustos de que o grupo atuava de forma estável e estruturada para o desvio sistemático de recursos públicos, especialmente por meio de fraudes em licitações, contratos de fornecimento de combustíveis e uso de notas fiscais frias.

No seu despacho, ela mencionou relatórios técnicos indicando que os contratos sob investigação movimentaram mais de R$ 43 milhões, quantia considerada incompatível com a situação administrativa do município. Parte dos recursos teria sido direcionada a agentes públicos, parentes e empresas fictícias, seguida pela lavagem de dinheiro.

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