PGJ classifica ‘renúncia’ no Gaeco como ‘troca normal’

PGJ classifica ‘renúncia’ no Gaeco como ‘troca normal’


O procurador-Geral de Justiça, Danilo de Castro, normalizou no domingo, 11, os pedidos de exoneração de 10 promotores de Justiça que atuação no Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão, após parecer do procurador Orfileno Bezerra Neto que recomendou a soltura do prefeito Paulo Curió (União) preso na Operação Tântalo II.

Em entrevista à Coluna Estado Maior, do Imirante, ele afirmou que a troca de assessores é uma prática comum no MP. Além disso, segundo o procurador geral, os pedidos foram aceitos e a exoneração dos dez promotores está confirmada.

Danilo de Castro diz que os promotores fizeram correto ao pedir a saída do Gaeco. Ele disse à coluna que se eles não concordam com a orientação quanto ao parecer, eles podem deixar o Grupo e, por isso, agiram coerentemente ao pedirem exoneração do Gaeco.

“Os integrantes do GAECO são Assessores do Procurador Geral. Não lhes cabe escolher qual orientação a nutrir o parecer. Essa é uma atribuição exclusiva do chefe da instituição. No caso agiram coerentemente: não concordaram e pediram pra sair”, disse o procurador.

O pedido dos promotores foi formalizado em memorando encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, que como dito, já aceitou.

No documento, os membros do grupo afirmam que a manifestação da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) favorável à soltura de investigados presos na Operação Tântalo II, ocorrida em dezembro de 2025, e que resultou na prisão de integrantes de uma organização criminosa atuante em Turilândia acusada de desviar R$ 56 milhões da área da Saúde e Assistência Social, diverge do entendimento técnico-jurídico do Gaeco.

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