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Categoria: Politica

Por Previdência, governo planeja verba extra a deputados

Por Previdência, governo planeja verba extra a deputados

No esforço para convencer a base aliada a aprovar a reforma da Previdência, o governo do presidente Michel Temer articula com lideranças partidárias do Congresso uma “verba extra” nos recursos previstos para serem usados pelos parlamentares por meio de emendas individuais em 2018, ano de eleiçõesgerais.

O “combo” nas emendas foi discutido em reunião feita por Temer com dirigentes de partidos aliados no domingo, segundo relato do presidente do PTB, Roberto Jefferson. Temer apoiou a iniciativa no encontro, disse Jefferson. Outras duas fontes confirmaram as tratativas de bastidor para aprovar o incremento desses repasses.

Historicamente, as emendas parlamentares individuais são importantes instrumentos de atuação política de deputados e senadores. Eles destinam esses recursos para atender suas bases eleitorais com obras e outras ações.

Pelas negociações em curso, de acordo com as fontes, a intenção é elevar o valor das emendas individuais do Orçamento de 2018, atualmente previsto em 14,7 milhões de reais, para cada um dos 594 parlamentares. Jefferson disse que, segundo o que foi discutido na reunião de domingo, a tendência majoritária é que o incremento nas emendas seja de 20 milhões de reais.

Verba

Em números globais, o valor previsto para ser gasto em emendas subiria no próximo ano de 8,7 bilhões de reais para 20,6 bilhões de reais, caso essa proposta de um acréscimo de 20 milhões de reais se concretize. Esse valor de elevação da emenda, contudo, não está fechado e ainda está sendo discutido por parlamentares e integrantes do governo, disse o presidente do PTB.

Áudios que podem anular as delações da JBS

Áudios que podem anular as delações da JBS

O site da revista Veja divulgou hoje (5) o primeiro dos áudios bombásticos que podem levar à anulação dos acordos de colaboração de executivos da JBS (saiba mais).

Na gravação, de aproximante 33 minutos, Joesley Batista e Ricardo Saud falam sobre como se aproximar do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por meio do agora ex-procurador Marcelo Miller, e sobre a exigência de eles não serem presos após fecharem os acordos de delação premiada.

Em um dos pontos mais sensíveis do áudio, diz Veja, possivelmente gravado no dia 17 de março, Joesley e Ricardo Saud afirmam que Fernanda, possivelmente a advogada Fernanda Tórtima, “surtou” porque, a depender dos rumos da delação e de qual autoridade citassem em depoimento, os dois poderiam “entregar” o Supremo, em referência a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu quero nós dois 100% alinhado com o Marcelo…nós dois temos que operar o Marcelo direitinho pra chegar no Janot…eu acho…é o que falei com a Fernanda [possivelmente Fernanda Tórtima, advogada]…nós nunca podemos ser o primeiro, nós temos que ser o último, nós temos que ser a tampa do caixão…Fernanda, nós nunca vamos ser quem vai dar o primeiro tiro, nós vamos o último…vai ser que vai bater o prego da tampa”, diz Joesley Batista em um dos trechos da gravação. “Nós fomos intensos pra fazer, temos que intensos pra terminar”, completa o empresário.

Na conversa, Saud comenta como Marcelo Miller, que foi braço direito de Janot no Ministério Público, está atuando para “tranquilizar” os delatores e relata que a tática para se aproximar e conquistar a confiança do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é a de “chamar todo mundo de bandido”.

“Cara, eu vou te contar um negócio, sério mesmo. Nós somos do serviço, né? (A gente) vai acabar virando amigo desse Ministério Público, você vai ver. Nóis vai virar amigo desse Janot. Nóis vai virar funcionário desse Janot. (risos). Nós vai falar a língua deles. Você sabe o que que é?”, questiona Joesley.

“A língua… domina o país… dominar o país”, completa Saud. Na sequência, Joesley dá a deixa: “Você quer conquistar o Marcelo? Você já achou o jeito. Cê quer conquistar o Marcelo? Você já achou o jeito. É só começar a chamar esse povo de bandido. Esses vagabundo bandido, assim”.

A culpa é das estrelas: Secretário admite evasão de receitas e culpa antecessores na Semfaz

A culpa é das estrelas: Secretário admite evasão de receitas e culpa antecessores na Semfaz

Secretário Delcio Rodrigues admitiu prescrição na cobrança de débitos de empresas ligadas a Lula Filho

Secretário Delcio Rodrigues admite prescrição na cobrança de débitos de empresas ligadas a Lula Filho

O secretário Municipal da Fazenda, Délcio Rodrigues, jogou no colo dos antecessores a culpa pela prescrição na cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) de várias empresas – inclusive as ligadas ao secretário Lula Filho – que possuíam débitos com a Prefeitura de São Luís. A revelação ocorreu durante um encontro com vereadores a portas fechada, nesta terça-feira (04), na sala de reuniões do Palácio Pedro Neiva de Santana, sede do Legislativo.

O blog apurou que Délcio Rodrigues confirmou que existe, sim, evasão de receitas por dois motivos: decadência, quando o município deixa de lançar administrativamente os créditos tributários; e prescrição, quando deixa de executar judicialmente os créditos. Mas, segundo ele, como foram irregularidades que ocorreram em gestões anteriores, não saberia precisar o valor, nem o montante, admitindo que o fato era real.

Surpresa maior foi quando Rodrigues tentou explicar a quitação de débitos tributários das empresas ligadas ao secretário Lula Filho, que teriam sido “baixados indevidamente” do sistema de arrecadação da Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz). Ele até tentou negar as denúncias, mas acabou admitindo a existência de dívidas fiscais que estão na prescrição em nome de firmas ligadas ao principal auxiliar do prefeito.

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EXPLICAÇÃO EM DUAS FOLHAS
Parecia até piada, mas Délcio chegou à reunião com apenas duas folhas de papel em mãos, talvez acreditando que o encontro seria com pessoas que não dominavam o assunto. Foi com essas duas folhas que o secretário tentou garantir aos vereadores que as coisas em sua gestão estavam corretas e sem irregularidades, deixando transparecer que o problema teria sido ocasionado pelos secretários que o antecederam na pasta.

Por mais que Délcio tenha tentado explicar a grave situação, suas justificativas não convenceram nem mesmo os membros da base do governo. Os motivos? É que muitas perguntas ficaram sem respostas, aumentando ainda mais as suspeitas de irregularidades. Os parlamentares se perguntavam entre si: “qual o valor dos recursos que o secretário admitiu que o município deixou de arrecadar por causa do ‘esquecimento’ [prescrição] das cobranças nas gestões anteriores?”

Além disso, o secretário também não explicou os motivos que provocaram a demissão de dois funcionários por suspeitas de vazamentos de documentos e o que teria motivado o cancelamento de várias senhas de acesso ao sistema tributário de servidores lotados na pasta? Ao final da reunião, Délcio tentou amenizar o efeito das denúncias afirmando que Lula Filho iria apresentar comprovantes mostrando a quitação de alguns débitos, mas deixou a sala sem explicar as informações contraditórias dos documentos por meio do qual o secretário de governo tentará justificar o pagamento das dívidas.

CPI DA SONEGAÇÃO
A reunião aconteceu minutos antes da sessão ordinária, quando alguns vereadores subiram a tribuna para comentar as denúncias. Em função da gravidade dos fatos, os parlamentares que fazem oposição à gestão do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PDT), já ensaiam a possibilidade de encaminhar à Mesa Diretora da Câmara Municipal uma proposta de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar todas as denúncias que vieram a tona após essas baixas indevidas de débitos tributários das empresas ligadas ao secretário.

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Denúncia sobre evasão de receitas a Semfaz repercute na Câmara

Denúncia sobre evasão de receitas a Semfaz repercute na Câmara

A denúncia de evasão de receitas, ‘estímulo’ à sonegação fiscal e decadência [quando o município deixa de realizar suas ações fiscais], que vieram à tona, na semana passada, após a descoberta de “baixas-indevidas” de débitos tributários de empresas ligadas ao secretário Lula Filho, titular da Secretaria Municipal de Governo (Semgov), foi repercutida nessa segunda-feira, (03/07), no plenário da Câmara Municipal de São Luís (CMSL), pelos vereadores Francisco Chaguinhas (PP), Estevão Aragão (PSB), Honorato Fernandes (PT) e Pavão Filho (PDT).

Ambos cobraram um posicionamento prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e da Procuradoria Geral do Município (PGM) por se tratar de uma denúncia grave, que foi denúnciada pelo BLOG DA DALVANA MENDES,  que segundos documentos obtigos, já causou perdas de R$ 200 milhões aos cofres da prefeitura. O vereador Francisco Chaguinhas disse que a Câmara tem de se posicionar e cobrar respostas do Executivo diante da suspeitas que envolvem o principal secretário que representa o coração do governo.

“A denúncia, que vem sendo documentada pela imprensa aponta para uma grave situação fiscal a qual o município se encontra, em decorrência do estímulo à sonegação. Esta Casa precisa apurar a denúncia diante da suspeitas que envolvem o principal secretário que representa o coração do governo”, declarou o vereador.

Em pronunciamento na tribuna da Casa, Estevão Aragão também considerou a denúncia grave, porque dá nome aos bois e a Câmara não pode ser omissa, diante dos débitos fiscais de duas firmas  do secretário que teriam sido baixados indevidamente do sistema de arrecadação tributário. Aragão diz que, independente do posicionamento dos colegas de plenário, não será omisso e vai cobrar respostas do Executivo para uma denúncia tão grave.

Estevão Aragão considerou a denúncia grave e que a Câmara não pode ficar omissa

“Não serei tachado de omisso e não ficarei tranqüilo enquanto essa questão não ficar esclarecida. Uma denúncia tão grave e documentada como essa não pode ficar sem respostas”, afirmou.

 

NÃO HAVERÁ OMISSÃO

Outro que se posicionou em relação ao tema foi o vereador Honorato Fernandes (PT), 1º secretário Mesa Diretora da Casa, que defendeu a ida do titular da Fazenda, Delcio Rodrigues, à Câmara de São Luís para prestar os devidos esclarecimentos sobre o caso.

 

“Nós temos que apurar o que está acontecendo. Eu não vou fazer nenhum tipo de pré-julgamento até porque eu não tive acesso a nenhuma informação que comprove ou que desminta tal denúncia. O que não devemos é nos omitir da responsabilidade que temos em saber o que realmente está acontecendo. Não estou personalizando ninguém. De fato a arrecadação está baixa e precisamos saber o que está acontecendo”, esclareceu.

 

Honorato Fernandes prefere não fazer nenhum prejulgamento

 

Percebendo a gravidade dos fatos, o vereador Pavão Filho (PDT), líder do governo na Casa, afirmou que o prefeito Edivaldo Júnior não tem nenhum interesse em ocultar nada sobre este caso, por isso, a ida do secretário Delcio Rodrigues deve trazer esclarecimentos sobre essa suspeita de sonegação

“O prefeito Edivaldo Holanda Junior não tem nenhum interesse em ocultar nada sobre este caso, por isso, a vinda do secretário Delcio Rodrigues deve trazer maiores esclarecimentos sobre essa suspeita de sonegação fiscal que envolve um membro da administração direta da Prefeitura”, afirmou Pavão Filho.

 

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CASO SEMELHANTE

Não é a primeira vez que denúncia sobre evasão de receitas repercute no Plenário Simão Estácio da Silveira. Em novembro de 2015, o auditor fiscal Antônio Alberto Bello Fecury chegou a formalizar denúncia à Câmara Municipal de São Luís, endereçada ao ex-vereador Fábio Câmara (PMDB), tratando da evasão de receitas, ‘estímulo’ à sonegação fiscal, decadência [quando o município deixa de realizar suas ações fiscais], prescrição na cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) e cerceamento à atividade do fisco na Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz), que na época tinha como titular Raimundo José do Nascimento, também auditor fiscal de carreira.

O problema teria começado efetivamente em 2013, ano em que Edivaldo iniciou o seu mandato, quando o Executivo publicou no Diário Oficial a Portaria nº 275. A portaria determina, logo no seu artigo 1º, que os débitos de ISS deverão ser considerados constituídos exclusivamente por meio eletrônico [aquele em que o contribuinte gera através de nota fiscal eletrônica], “independentemente da realização de procedimento fiscal externo”. No artigo 4º, a portaria torna nula a ação fiscal e retira do auditor, a cobrança do débito do contribuinte, via auto de infração, tornando inviável a inscrição do devedor do imposto na Dívida Ativa do município. A secretária, na época, era Sueli Bedê.

Até o início de 2014, segundo o denunciante, a Semfaz mantinha como programa de sistema tributário, voltado para a emissão de nota fiscal eletrônica, controle de arrecadação, módulo do auditor, dentre outros aspectos técnicos, a utilização do DSF, que possui sede em São Paulo. O programa, segundo o auditor fiscal, funcionava, mas tinha como único problema, o registro do sigilo fiscal das empresas e da população de São Luís, no provedor Uol, também em São Paulo.

Mudança – Posteriormente, no entanto, a Semfaz optou por mudar de sistema. Contratou as empresas CTA e Linuxell e hospedou o sigilo no provedor do sistema de informática do Estado, mesmo tendo disponível a estrutura da Secretaria Municipal de Informática. Quando somados, os contratos com as duas empresas chegam a cifras que ultrapassam os R$ 6 milhões.

O problema com o novo sistema, contudo, está na não implantação do “módulo auditor”, que na época era o que permite o auditor fiscal realizar as suas atividades e fiscalizar, in loco, as empresas, cobrar impostos, taxas ou aplicar eventuais multas ao contribuinte.

“A Câmara Municipal de São Luís deveria acompanhar as fontes de receitas do município, pois os repasses de verbas pertinentes à Câmara dependem da arrecadação do ISS. Para se ter ideia, há 10 anos as instituições financeiras não são auditadas na capital”, afirmou na época o auditor na denúncia formulada ao legislativo.

 

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Câmara convoca Secretário de Fazenda para esclarecer caso Lula Filho

Câmara convoca Secretário de Fazenda para esclarecer caso Lula Filho

Após sonegação, Edivaldo manda Lula tira férias

Mediante às fortes denúncias na imprensa e as críticas dos vereadores da base de oposição ao prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), sobre suposta sonegação fiscal envolvendo empresas ligadas ao secretário municipal de Governo, Lula Filho, o titular da Fazenda, Delcio Rodrigues, foi escalado às pressas para prestar os devidos esclarecimentos sobre o caso Semfaz, na Câmara de São Luís.

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Percebendo a gravidade dos fatos, o líder do governo, vereador Pavão Filho (PDT) intermediou uma reunião e, informou que o secretário da Fazenda vai estar na Casa na manhã de terça-feira, 4, à inteira disposição dos 31 vereadores e da sociedade para esclarecer quaisquer dúvidas que pairam sobre o caso de natureza gravíssima.

 

Suspeita de fraude em licitação para aluguel de veículos no IPAM

Suspeita de fraude em licitação para aluguel de veículos no IPAM

Um dossiê obtido com exclusividade pelo BLOG DA DALVANA MENDES  mostra outro ato que reforça as evidências de fraude em licitações no IPAM  num contrato firmado em 2013, na gestão de Carolina Estrela e, aditivado em 2014, depois que Raimundo Penha (PDT) — hoje vereador de São Luís — assumiu o comando do órgão.

Trata-se da aceitação, pelo IPAM, de um atestado de capacidade técnica emitido por uma entidade presidida por uma servidora pública que garantia experiência com locação de veículos de empresa contratada pela autarquia onde ela presta serviço, conforme comprovante anexo.

Documento que garantia experiência com locação de veículo tinha timbre de instituição presidida por uma funcionária da própria administração

O documento expedido por essa entidade, denominada Instituto Sócios Polis de Desenvolvimento Social (ÇNPJ 07.858.578/0001-22), serviu para ‘comprovar’, perante a Central Permanente de Licitação (CPL) da prefeitura a ‘competência’ e a ‘experiência’ da O. W. L de Sousa para fazer a locação de veículos ao IPAM.

Contrato de R$ 86 mil firmado em 2013, foi aditivado em 2014, depois que Raimundo Penha
Valor mensal repassado pela empresa era R$ 7,1 mil, conforme ordem de pagamento

O atestado é assinado por Clícia Maria Pinto Costa, que na época, era presidente da Comissão de Seleção do IPAM, mas atualmente estaria ocupando a cargo de coordenadora de Administração Interna do mesmo órgão público. O valor total do contrato ficou em R$ 86.040,00 (oitenta e seis mil e quarenta centavos), equivalente a R$ 7.170,00 (sete mil cento e setenta reais) mensais.

Como se não bastasse, a reportagem descobriu que empresa é a mesma que fornece notas ao deputado federal Weverton Rocha (PDT) a título de ‘aluguel de veículo’ para que ele possa justificar despesas da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). Com um agravante: o parlamentar federal paga por apenas ‘um veículo’ quase o equivalente ao valor que o IPAM gasta com o aluguel de ‘quatro automóveis’.

Como se fosse pouco, apesar das graves irregularidades constatadas, o prefeito Edivaldo de Holanda Júnior (PDT), ainda assinou o relatório de auditoria da CGM, sendo favorável pela ‘aprovação com ressalva’, das contas no IPAM referente ao exercício social encerrado em 2014, conforme já mostramos em matérias anteriores.

E MAIS:
Além do contrato, outro dado que chamou atenção foi a licitação para a compra de combustíveis para os carros alugados pelo IPAM que teve como resultado final um preço mais alto do que o praticado nas bombas de praticamente todos os postos da cidade, mas esse já é um assunto para a próxima matéria.

Assembleia Legislativa vota contra o UBER em São Luís

Assembleia Legislativa vota contra o UBER em São Luís

Os profissionais do aplicativo UBER no Maranhão vão ter de esperar por uma decisão final, em Brasília, na Câmara dos Deputados e no Senado. Isso porque depois de ter uma Lei promulgada na Câmara Municipal de São Luís, proibindo a regulamentação do serviço, nesta terça-feira, 6, foi a vez da Assembleia Legislativa também votar contra a legalidade do aplicativo para chamar corridas, semelhantes às operadoras de táxi em São Luís.

Pressionado pela categoria dos taxistas que lotaram as galerias do plenário da Assembleia, os deputados estaduais resolveram votar contra a regulamentação do UBER, mesmo estando grande parcela da população favorável ao novo serviço que já funciona em várias cidades do Brasil e do mundo.

Portanto, permanece indefinida a situação dos profissionais do UBER, que estão sendo caçados diariamente por agentes de trânsito na capital maranhense, tendo os seus veículos apreendidos. O Ministério Público deve se manifestar nas próximas horas sobre o caso.

Coliseu, um “zumbi” que engoliu R$ 70,6 milhões em nove anos

Coliseu, um “zumbi” que engoliu R$ 70,6 milhões em nove anos

Do Atos e Fatos

As irregularidades na folha de pagamento da Prefeitura de São Luís parecem não ter fim. Um mês depois da aprovação de um projeto de lei, na Câmara Municipal, que criou 15 novos cargos comissionados para a Secretaria Municipal de Projetos Especiais gerando impacto anual de R$ 1,3 milhão, não inibiu que outra proposta fosse aprovada em regime de urgência pelos vereadores: a que trata da extinção da Companhia de Limpeza e Serviços Públicos (Coliseu) que colocará no lixo muitas irregularidades cometidas na empresa e uma delas é o escândalo com a folha de pagamento.

A companhia foi extinta por Decreto, em 2007, na gestão do ex-prefeito Tadeu Palácio, mas continuou a sangrar os cofres públicos da capital. Tinha um enorme déficit atuarial – o popular rombo – quando foi liquidada. Segundo apurou o Atos e Fatos mesmo em processo de liquidação há 9 anos, ainda continua ostentando uma folha de pagamento que consome R$ 632,5 mil mensais do erário, ou seja, o equivalente a R$ 7,7 mil milhões por ano. Só em 2016, os gastos com pessoal passaram dos R$ 9 milhões. O quadro da empresa conta com 500 funcionários que possuem vínculo pela CLT, mas grande parte deles está cedida para órgãos e secretárias.

HAJA GRANA NA ‘CRISE’
Na tentativa de se livrar da dívida, o prefeito Edivaldo Júnior (PDT) lançou, no início deste ano, um plano de demissão voluntária para algumas empresas públicas em processo de liquidação, incluindo a Coliseu. Quatro meses depois, envia à Câmara o Projeto de Lei 77/2017, que liquida a companhia. Com a proposta aprovada, por exemplo, o valor com a folha sofreará uma redução inicial superior a R$ 3,6 milhões.

O jornal teve acesso ao quadro detalhado de despesa entre 2007 e 2016. Nesse período, a Coliseu consumiu mais de R$ 70,6 milhões aos cofres públicos. De acordo com o detalhamento, a maior parte desses recursos foi para pagar despesas com administração de pessoal.

CPI PARA APURAR A COLISEU
Como acionista majoritária, a Prefeitura de São Luís deverá ter que prestar contas das gestões que endividaram a companhia em R$ 140 milhões e a levaram à bancarrota. Com esse objetivo, na semana passada, o vereador Estevão Aragão (PSB), chegou a requerer a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de São Luís para investigar as diversas irregularidades administrativas que chegaram a ser apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pelo Ministério Público (MP).

O vereador Francisco Chaguinhas (PSB) que apoia a proposta da CPI para investigar a falência da Coliseu, disse que a companhia foi ao longo de várias administrações municipais, a “rainha da corrupção”.

Caso seja instalada, a CPI da Coliseu pode apurar um rosário de irregularidades, como a venda ilegal de caminhões da companhia, sonegação fiscal, pagamentos irregulares aos diretórios do PDT, gastos sem licitação e aluguéis de veículos de propriedade de ex-presidentes.

CONTRATADA IRREGULARMENTE
Documentos obtidos pela reportagem comprovam ainda que a Coliseu, por mais de uma década, firmou contratos com a Prefeitura, mesmo em situação contábil e fiscal irregular. Nessa época, a companhia estava na lista suja da Previdência, por não recolhimento do PASEP e do Cofins, por exemplo.

De acordo com relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em 2001 o acúmulo de débitos fiscais da Coliseu chegava a R$ 17,5 milhões. Mesmo assim, o ex-secretário municipal de Serviços Urbanos, Rubem Brito, assinou contratos com a companhia. Ele era um dos pedetistas mais próximos do ex-prefeito e ex-governador Jackson Lago e chegou a ser indiciado por gestão fraudulenta na Caema.

Dados do TCE apontam que em 2000, quando a empresa foi presidida pelo ex-vereador Renato Dionísio (PDT), a única fonte de receita da Coliseu eram os R$ 15, 6 milhões do contrato firmado com a Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur), assinado em 6 de janeiro de 2000 por Renato Dionísio e Rubem Brito, eivado de irregularidades, segundo o Ministério Público estadual (MP).

HISTÓRICO E DECADÊNCIA
Criada em julho de 1975, a Coliseu iniciou sua derrocada na gestão da ex-prefeita Gardênia Gonçalves, em 1985, quando a Prefeitura comprou uma série de caminhões e equipamentos que, mais tarde, revelaram-se inúteis para a atividade da companhia. Em decorrência, a Coliseu contraiu uma dívida impagável com o antigo Consórcio Nacional Garavelo.

A empresa durante anos foi à responsável pela limpeza pública de São Luís. Deixou de ser a única na função na gestão do então prefeito Tadeu Palácio, que terceirizou os serviços de limpeza pública.

OUTROS CASOS SEMELHANTES
Além da Coliseu, outros órgãos que estão em processo de extinção também se transformaram em zumbis que ‘engolem’ verbas do erário. É o caso, por exemplo, da Companhia de Abastecimento de São Luís – COMAB que tem seu Conselho de Liquidação constituído no âmbito da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento – SEMAPA. A Sociedade de Melhoramentos e Urbanismo da Capital S/A – SURCAP (empresa em processo de liquidação) e Departamento Municipal de Estradas de Rodagem – DMER (autarquia extinta) são alguns desses casos que serão temas de séries especiais do jornal Atos e Fatos.

Rodoviários e patrões não chegam a acordo e movimento grevista será retomado

Rodoviários e patrões não chegam a acordo e movimento grevista será retomado

A reunião foi mediada pela Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Maranhão, Lea Cristina. Estiveram presentes representantes do Sindicato dos Rodoviários, do sindicato patronal e da Secretária Municipal de Trânsito e Transportes. Mais uma vez, os empresários insistiram na mesma proposta. A classe patronal manteve o posicionamento, de concessão de reajuste salarial de apenas 2% e nenhuma alteração no valor atual do ticket alimentação, que é de 490 reais.

 

Na ocasião, o Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Isaias Castelo Branco, classificou essa proposta como vergonhosa e desrespeitosa, para uma categoria que exerce função indispensável e que quando cruza os braços, causa inúmeros transtornos à população de São Luís.

Diante do impasse, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão decidiu retomar o movimento de greve. Essa medida extrema, adotada pela entidade, é resultado unicamente, da intransigência dos patrões. Nesta terça-feira (06), o Sindicato notificará oficialmente, os principais órgãos e deflagrará a paralisação, após 72 horas, como determina a justiça.

“Demos todos os prazos possíveis aos empresários. O que parece, é que eles não estão com interesse algum em negociar. Nossa paciência esgotou. Não deflagramos a greve nesta segunda (05), devido a uma solicitação da Superintendência do Trabalho e Emprego, que marcou essa nova mediação e por respeito, suspendemos o movimento. Pelo visto o SET quer que os trabalhadores cruzem os braços e é isso mesmo que vai acabar acontecendo, por isso, quero deixar claro à população de São Luís, que se a paralisação dos ônibus for deflagrada, a culpa é dos patrões, que estão irredutíveis em atender o que é de direito dos trabalhadores”, esclarece Isaias Castelo Branco, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

 

 

Jornal Hoje mostra drama de pacientes que fazem hemodiálise no MA

Jornal Hoje mostra drama de pacientes que fazem hemodiálise no MA

Jornal Hoje tem mostrado com muita frequência, a dificuldade que milhares de brasileiros enfrentam quase todos os dias para conseguir tratamentos de saúde.

A reportagem de Alex Barbosa mostra o sofrimento de pacientes que se deslocam de Chapadinha, Pinheiro e Cururupu até a capital maranhense.

Em São Luís, a rotina de alguns desses pacientes inclui viagens de até 10 horas para chegar a um hospital e conseguir fazer hemodiálise.

A dificuldade para os pacientes renais crônicos do interior do Maranhão foi mostrada nove meses atrás pelo Jornal Nacional. Após horas de hemodiálise e mais horas na estrada, os pacientes chegavam em casa exaustos e abatidos.

Pacientes sofrem para poder seguir tratamento (Foto: Reprodução TV  Globo)

Pacientes sofrem para poder seguir tratamento (Foto: Reprodução TV Globo)