Em tom de desespero secretário de Educação ataca a greve dos professores

Em tom de desespero secretário de Educação ataca a greve dos professores


Os professores da rede pública municipal de São Luís estão em greve desde o dia 1º de agosto, porém a deliberação foi tomada no dia 27 de maio, após a prefeitura de São Luís encerrar a mesa de negociação com os educadores.

Por mais de dois meses, a comissão da mesa de negociação aguardou a retomada das discussões, visto que o governo municipal já tinha sido notificado sobre a decisão e também sobre os motivos que conduziram os profissionais do magistério à terceira greve na atual gestão.

Neste espaço de tempo o chefe do executivo, Edivaldo Holanda Júnior, e o secretário de Educação, Raimundo Moacir Mendes Feitosa optaram pela política de austeridade e a desvalorização da competência dos docentes.

A alegação da cúpula condena o professor à crucificação por estar na luta pela garantia de seus direitos, sob os aspectos de que estes profissionais ganham muito bem e que durante a administração pública do atual prefeito foi concedido 39% de reajuste aos docentes e que mais de doze mil direitos foram implantados.

Com base na legalidade direitos devem ser respeitados. Mas, em São Luís, os professores, assim como todos os servidores municipais, para garantir direitos só com muita luta. Se realmente tivéssemos um governo com competência técnica e política que arcasse com as responsabilidades inerentes ao cargo a pasta educacional não estaria em colapso.

O titular da Educação municipal, Moacir Feitosa, em mais uma tentativa de amenizar a ineficácia da administração pública, partiu para o ataque pessoal contra a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco.

Hoje, 8 de agosto, em entrevista concedida ao programa Ponto Final, na Mirante AM, o secretário disparou sobre a greve que “o fato das crianças estarem sem aula é ocasionado por questões partidárias da representante da categoria. ”

Em primeiro lugar, a professora Elisabeth, como líder sindical, construiu uma trajetória limpa, arrojada e independe de linhas partidárias. Com forte expressão de luta, a educadora é reconhecida por sua bravura e determinação em prol da defesa dos docentes em toda a capital.

Sob outro aspecto, São Luís está se alinhando ao cenário nacional, onde tudo é permissível àqueles que ocupam o alto escalão do poder.

O município está utilizando a tática de inverter os papéis de responsabilidades. Não cabe ao professor: reformar escolas; comprar materiais pedagógico e didático, água para beber, pincel para escrever no quadro, lâmpadas para as salas, xerox para aplicação de provas, diários de classe, materiais para uso administrativo, entre outros.

Sendo assim, a culpa não pode ser direcionada literalmente e exclusivamente à presidente do sindicato ou à categoria. Esse é mais um absurdo que sintetiza o desespero e o despreparo dessa gestão diante das reivindicações legítimas dos professores.

A situação da rede de ensino público é preocupante, pois o colapso se instaurou de tal forma que a reversão desse emaranhado se torna cada vez mais impossível.

Atualmente, vários alunos não iniciaram o ano letivo em 2017 por causa da falta de infraestrutura das escolas.

O próprio secretário de Educação afirmou durante a mesa de negociação que o valor pleiteado pelos educadores era viável e possível; colocando à disposição o seu cargo, caso a pauta salarial não fosse atendida. Porém, na última reunião Moacir Feitosa alegou que ele tem livre arbítrio para mudar de ideia, e foi o que ele fez.

Agora, seu trabalho se concentra em utilizar os espaços midiáticos para macular seus colegas de profissão, postura lamentável de um profissional da Educação em um cargo de tamanha relevância.

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